TDAH em adultos

Adulto distraído com o celular no trabalho

Dra. Karen Robles · CRM-AM 11.641 · pós-graduada em Psiquiatria (não especialista) · somente adultos

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Muitas pessoas chegam à vida adulta sem saber que têm TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade). Os sinais costumam aparecer no trabalho, nos estudos, nas finanças e nos relacionamentos, e muitas vezes são confundidos com "falta de força de vontade".

Sinais comuns de TDAH no adulto

  • Dificuldade de manter a atenção em tarefas longas ou repetitivas, como reuniões, leituras e relatórios.
  • Esquecimentos frequentes: compromissos, contas, prazos, onde deixou objetos.
  • Procrastinação e dificuldade para começar ou terminar tarefas, mesmo as importantes.
  • Desorganização com agenda, horários e prioridades.
  • Inquietação interna, dificuldade de relaxar ou de ficar parado.
  • Impulsividade: interromper os outros, decidir ou comprar por impulso, falar sem pensar.
  • A sensação constante de render menos do que poderia.

Ter alguns desses sinais de vez em quando é comum. O que chama atenção é quando eles estão presentes desde a infância ou adolescência e trazem prejuízo real na vida atual.

Por que tantos adultos só descobrem agora

Na infância, muitos sintomas passam despercebidos, principalmente quando a pessoa é inteligente ou tem uma rede de apoio que "compensa" as dificuldades. Na vida adulta, as responsabilidades aumentam e essa compensação deixa de funcionar.

Além disso, o TDAH pode vir acompanhado de ansiedade, depressão ou problemas de sono, o que confunde o quadro. Por isso a avaliação cuidadosa é tão importante.

Como é feita a avaliação

O diagnóstico é clínico, feito em consulta. Não existe um exame de sangue ou de imagem que confirme o TDAH. Na avaliação, a médica:

  • conversa sobre os sintomas atuais e o impacto deles no dia a dia;
  • investiga a história desde a infância;
  • avalia outras condições que podem causar sintomas parecidos, como ansiedade, depressão, alterações do sono, problemas de tireoide e uso de substâncias;
  • pode usar questionários de apoio e pedir exames quando necessário.

Tratamento

O tratamento é individualizado e pode combinar diferentes recursos:

  • Medicação, quando indicada, com acompanhamento para ajustar dose e observar efeitos.
  • Psicoterapia, especialmente a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda com organização, planejamento e controle de impulsos.
  • Estratégias práticas para a rotina: agenda, lembretes, divisão de tarefas.
  • Cuidados com sono, atividade física e alimentação, que influenciam a atenção.

O acompanhamento regular permite avaliar a resposta ao tratamento e fazer ajustes ao longo do tempo.

Se você se reconheceu nesses sinais, vale conversar com uma médica.

Atendimento para adultos, online ou presencial em Manaus (Av. Mário Ypiranga, 315, Edifício The Office, sala 707).

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Dra. Karen Robles · CRM-AM 11.641
Médica, pós-graduada em Psiquiatria (não especialista). Atendimento para adultos, online ou presencial em Manaus.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica. Em situação de crise ou risco à vida, procure um pronto-socorro, ligue 192 (SAMU) ou 188 (CVV, apoio emocional 24 horas).

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